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Domingo, 06 de Setembro de 2026
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Presidente da Fiems defende amplo debate sobre proposta que altera escala de trabalho 6x1

Sérgio Longen avalia que mudanças nas regras de contratação e jornada exigem discussão aprofundada com trabalhadores, empresários e setores produtivos

Edinho Neves
Por Edinho Neves
Presidente da Fiems defende amplo debate sobre proposta que altera escala de trabalho 6x1
Para o presidente da Fiems, o momento escolhido para a tramitação da proposta também merece reflexão. Ele alerta que novas exigências podem resultar em aumento de custos para empresas e para a sociedade. Foto: Assessoria FIEMS
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A votação da proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6x1, aprovada nesta quarta-feira (02/09) pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal, reacendeu o debate sobre as relações de trabalho no Brasil. Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul (Fiems), Sérgio Longen, qualquer alteração que impacte a jornada de trabalho e os modelos de contratação deve ser precedida de uma discussão ampla com todos os segmentos envolvidos.

Segundo Longen, a principal preocupação do setor produtivo é a falta de um debate mais aprofundado sobre os impactos econômicos e sociais da proposta. “Esse projeto da escala 6x1 nos preocupa pelo pequeno debate que tivemos oportunidade de participar. Qualquer projeto que envolve o trabalho precisaria de um amplo debate. Isso passa por ações nos estados, nas regiões, com os setores da economia, com trabalhadores e empresários”, afirmou.

Ele também defende maior clareza no diálogo com a população sobre as consequências práticas de mudanças na legislação trabalhista. Para ele, é importante que trabalhadores e empregadores compreendam os impactos que uma eventual redução da jornada poderá gerar para a atividade econômica e para o mercado de trabalho. “O discurso fácil é de que o trabalhador vai trabalhar menos e ganhar a mesma coisa. Isso é impossível. Esses custos serão transferidos de alguma forma”, destacou.

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Para o presidente da Fiems, o momento escolhido para a tramitação da proposta também merece reflexão. Ele alerta que novas exigências podem resultar em aumento de custos para empresas e para a sociedade. “É um momento inoportuno. A política está se sobrepondo a esse assunto, e nós vamos ter mais um custo sendo transferido para a sociedade, engessando ainda mais a contratação do trabalho no Brasil”, concluiu.

A proposta reduz a jornada semanal de trabalho e amplia o período de descanso remunerado. Aprovado na comissão, o texto segue para votação no plenário da Casa.

 





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Edinho Neves

Jornalista há mais de 30 anos, é atualmente é o Presidente Nacional da Mídia Brasil Associados (Associação de Jornalistas de Mídia Eletrônica do Brasil.

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